segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Verso, natimorto verso

Vamos, verso meu,
Rasgue esse chão
Queime meu peito incipiente
Entre em chamas

Verso meu, porque és tão cruel?
Porque és tão inanimado?
Quero que viva, levante!
Tome-me pela mão e me mate
Nos prazeres de sua poesia

Ah, verso meu, és doce,
Mas sem graça e de péssimo gosto feito a "Sangria"
Não sabes que te venero, que te quero?
Mas sua atitude passiva face aos meus desejos
Sufoca-me em dor e desespero.

2 comentários: