Desculpe-me, matei-te.
Matei-te em mim
Meus olhos se liquefazem diante de teu corpo estático e frio
Minha mão trêmula aperta meu peito a fim de revivê-lo
Mas, matei-te.
E se agora jaz em meu peito, é porque a muito estou sepultado no teu.
Ondas de lágrimas quebram no recife dos meus olhos
Revoltando-se em uma ressaca longa...longa
Por tua e minha morte
Não como “Romeu e Julieta”, mas como Judas e Cristo.
E não por amor ou traição,
É que a fome e o egoísmo em nós são maiores
Eu faminto, louco por ti
E tu, egoísta por ti.
Tirastes teu amor de mim
Desesperado, matei-te em mim
A sangue frio e olhos transbordando em lágrimas.
Porém, tal morte tem preço imediato,
O ar me rejeita
Meus cabelos não mais se movem ao toque do vento e muito menos encharcam-se ao banhar-me
A água se faz ácida ao toque da minha carne imunda e mal cheirosa de tanta dor e falta de compaixão.
Meus amigos estatuados
A solidão mais do que nunca minha companheira
Ela me acorda, ela me lava, ela me ama, ela me mata.
olá!
ResponderExcluireu gostei muito dessa poesia, queria usá-la por um tempo no meu perfil no orkut. Será q posso?