Ah, quem dera se a matéria se desfizesse em poesia,
Em sensibilidade e em abstrações para os que não se sensibilizam [diante de tal desejo.
E o tempo se estragasse, deixasse de ser tempo e viesse adormecer [ao lado de minha melancolia,
E um dia, um dia, quem sabe talvez
Acordassem de mãos dadas e corressem por essas ruas
A desfazer tristezas e asperezas,
Duas pessoas vistas no rosto de outras pessoas.
E sentado no beiral, debruçado em perplexidade
Ao lado da solidão, veria tudo vibrar, sorrindo
Em um frêmito alucinante.
domingo, 16 de novembro de 2008
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