sexta-feira, 10 de outubro de 2008

De uma criança

Venerar para sobreviver. Munir-se de doçuras e de uma caixinha de surpresa para cegar-se diante do saber. Fantasias sociais e luxuosas, busca irracional. Deteriorização do ser. Foco da impotencialidade. Sutilezas e futilidades de um feixe extenso e bem amarrado de gravetos. Observados por folhas verdes que se deleitam ao vento, porém, murcham-se. Pela visão doída perante a imobilidade do feixe.
Vida, minhas letras gotejam nesta simples folha junto das tuas. Tu és vítima da simplicidade, do ponto final, do que é concreto. Acaricio-te os cabelos, sussurro-lhe no ouvido do mundo, que és a forma abstrata e perdida de mim. Que rezo em busca desta forma em mim, lugar tão vasculhado. Não fujas, pois graveto não mais serei.

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