terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vida ao poeta

Leiam meu sangue
Ele borda essas letras
Gota à gota ele deixa a caneta,
Meu orgão
E corre nesses versos
Sinto a caneta pulsar, simultaneamente com meu peito
Jorrando poesia

Tais versos são cacos de minha alma
Que não é mais minha
É da poesia, suspiro de vida
Ah, poesia! Possuistes um tolo
Um homem que morre, que se mata, que se desfaz 
E se refaz na paixão de viver
Poesia, mulher que não toco, mulher que vejo de longe e que me banha em delírios!
Oh, impossibilidade de minha alma.
Deixa meu peito que já não sei mais morrer.

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